
Segundo o portal do Governo do Rio de Janeiro, o concurso '' tem como um de seus objetivos tornar o MIS um ícone arquitetônico, de projeção nacional e internacional, para a cidade do Rio de Janeiro. O Museu será construído em um dos endereços mais importantes da cidade – a Av. Atlântica, em Copacabana – e deve se tornar o Museu da identidade carioca, caracterizada pela produção artística''. Ainda segundo o Governo, “o novo MIS será – além de um centro de memória, conservação e estudos já consagrado – um Museu de fato. Seu acervo será exibido de forma moderna, fazendo uso de novas mídias e da mais alta tecnologia, e interativa, com a intenção de encantar seus visitantes”. (OBS: encantar turistas?? me poupe..)
O escritório de arquitetura americano Diller Scofidio + Renfro foi o vencedor do concurso, e seu projeto (escancaradamente releitura do Museum of Art and Technology em Nova Iorque), SEGUNDO O JÚRI, se adequa com primor no contexto da cidade carioca, principalmente por seus rampas/jardins/terraços/brises/mirante, elemento que marca o percurso no museu, e, pela transparência, que devem proporcionar vistas fantásticas, apesar de uma certa introspecção que um museu “exige” e está orçado em simbólicos 65 milhões de reais, é mole ou quer mais?
Agora, vamos combinar, numa época em que tanto se fala de participação da sociedade nas políticas urbanas, muito me surpreende que este projeto vá ser colocado em prática. Como cidadã me revolto em ver que R$ 65 milhões de reais serão gastos (mais uma vez..) em um projeto que está fadado ao fracasso, assim como a Cidade da Música de Portzamparc, também aqui no Rio de Janeiro. Como universitária e futura profissional a minha revolta é perceber que a Arquitetura é usada como um instrumento de ilusão e demagogia, se afastando cada vez mais de sua principal função: a de servir como instrumento de progresso e bem-estar social.